Assim sou EU....

A menina de olhos castanhos, do cabelo comprido, do sorriso sincero, da risada esquisita, dos sonhos impossíveis, da esperança interminável, de insegurança constante, dos amigos perfeitos, do coração enorme.
Aquela que se apaixona, que se esquece dos erros, que se envergonha de tudo, que se sente sozinha, e que nunca desiste. A menina que precisa ser protegida, que chora por tudo, que morre de medo, que ama a vida, que se desespera, que aproveita cada segundo, que é romântica, que fica feliz com um abraço, que sonha demais, que pensa demais, que complica demais e que deseja apenas ser feliz!

terça-feira, 22 de abril de 2014

Dia após dia...

Eu aprendi muito nesse tempo até aqui. Aliás, eu venho me compreendendo melhor nesses últimos meses, dias, horas que correm. Venho me aceitando mais imperfeita, sem tanta cobrança, sem muitas expectativas para que as coisas apenas deem certo. Sempre certo.
E a gente sabe muito bem que não é dessa forma que a vida funciona, e nem a gente funciona dessa forma dentro da vida. Desde a minha chegada, desde a última vez em que estivemos juntos, desde nós, sobrevivi a algumas rasteiras. A vida, moço, andou me testando radicalmente. Em todos os sentidos.
O tempo me cobrou uma série de promessas que eu havia me feito, de atitudes que eu havia me imposto. As linhas do tempo não perdoam, realmente. Tive que lidar com emoções interrompidas e superar isso em curto prazo, raso. Refleti melhor sobre algumas fugas que andei criando dentro de mim.
Perfumei algumas lembranças com alecrim, na intenção de espantar toda e qualquer tristeza, caso alguma ainda estivesse. Eu quero é sentir o cheiro do Agora batendo na minha porta.
A solidão também esteve me fazendo companhia. Andei afastada do mundo e de certa forma de mim também. E eu precisava desse tempo longe. Me abstrair, experimentar meu estado, meu processo, minha inteireza nada convencional.
O fato é que andei me machucando demais. As feridas mal cicatrizavam e logo surgiam outras e outras e outras para eu curar. Eu precisava me libertar daquilo que timidamente destruía minha alma, minhas verdades, o riso que sempre me salvou, me abasteceu.
Quando percebi que eu não estava mais encontrando o caminho de volta, passei a remar ao meu favor de novo. Eu precisava de mim mais do que tudo, e não seria agora que eu teria a coragem de me abandonar. Seria uma covardia descomunal comigo.
Mesmo quando as promessas foram desfeitas, mesmo quando as palavras ditas passaram a ser frequentemente esquecidas, seria imperdoável. Mesmo que tantos valores estejam sendo substituídos pela cegueira humana que nos assombra, ainda que o ponto de vista das coisas esteja do avesso, reverso, verso a esperança de dias melhores.
O que me conforta é saber que hoje eu estou no lugar que eu escolhi, sendo quem eu sempre quis ser. E essa é a minha mais bonita forma de ser plural, a minha permissão de ser durante: (re)florescendo dia após dia.

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