Assim sou EU....

A menina de olhos castanhos, do cabelo comprido, do sorriso sincero, da risada esquisita, dos sonhos impossíveis, da esperança interminável, de insegurança constante, dos amigos perfeitos, do coração enorme.
Aquela que se apaixona, que se esquece dos erros, que se envergonha de tudo, que se sente sozinha, e que nunca desiste. A menina que precisa ser protegida, que chora por tudo, que morre de medo, que ama a vida, que se desespera, que aproveita cada segundo, que é romântica, que fica feliz com um abraço, que sonha demais, que pensa demais, que complica demais e que deseja apenas ser feliz!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Tudo isso e o nada...



O nada a estava deixando louca e extremamente sozinha...
Um velho que chora, uma criança que dorme, um ônibus que não chega, uma passagem para um lugar que não sei onde fica. Ruídos de passos, máquinas que não param, gente que vende, outros que compram, uns que tomam...
Ela, o nada e tudo isso! Ainda via o anoitecer engolindo o dia.
Tocava o céu da boca, e imaginava se a terra haveria de ter uma língua capaz de alcançar o céu do mundo? Será que o céu do mundo tem gosto de algodão doce igual aos sonhos infantis?
Quando se tem o nada, toma-se tudo para si... contraditório não?! Mas isso acontece com a maioria dos ladrões [isso é só uma comparação].
Pensava em fugir, olhava os brechós de suas lembranças...A fuga se veste de palavras e se nutre de sorrisos trocados em horas de nada-está-acontecendo-comigo...
[Ora, tem que ser discreta!]
Ela mantinha aquele olhar que não encara a todos, fugia sim... Conservava as respostas rápidas sobre os comentários imbecis, adorava deixar os tolos-sou-macho-e-daí sem ter o que dizer... abria um sorriso de vitória sobre as mortalhas dos fiquei-sem-reposta... gostava sim... [muito]. Quando era surpreendida se sentia acuada, perdia o rumo de suas emoções, era como se corresse de olhos fechados, se deixava guiar, se entregava... [raras vezes]
Mas havia um muito, muito, muito que sentia...[Aliás sente],
Que a leva para longe, balão encantado... Ela segue adorando o vento e os olhinhos de vaga-lume! Não pensa em nada...

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