Assim sou EU....

A menina de olhos castanhos, do cabelo comprido, do sorriso sincero, da risada esquisita, dos sonhos impossíveis, da esperança interminável, de insegurança constante, dos amigos perfeitos, do coração enorme.
Aquela que se apaixona, que se esquece dos erros, que se envergonha de tudo, que se sente sozinha, e que nunca desiste. A menina que precisa ser protegida, que chora por tudo, que morre de medo, que ama a vida, que se desespera, que aproveita cada segundo, que é romântica, que fica feliz com um abraço, que sonha demais, que pensa demais, que complica demais e que deseja apenas ser feliz!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Flores no chão

Ao olhar pela janela, diferente de qualquer pessoa, eu busco por coisas, pequenas coisas, sutis, que normalmente passariam despercebidas. 
 Eu lembro de um dia em especial, ele de especial não tinha nada, era só mais um "nada pra fazer num dia comum". Mas eu me lembro mesmo assim, de estar olhando pela janela. 
Estava acompanhado solitáriamente de meu café da manhã e com ele admirava a exímia paisagem que o campo pode observar. 
Na verdade não é um campo. Campos são abertos com longos espaços entre as árvores. No meu caso seria uma mata. Mata fechada mesmo, eu moro no mato! 
Árvores grandes, exuberantes, folhas secas, frutas competidas por pássaros querendo alimentar seus filhotes que fazem um barulho curiosamente agradável, os beija-flores que volta e meia entram por alguma das muitas janelas escancaradas e acabam ficando presos (nada que paciência e uma vassoura não resolvam), mas o que eu senti falta naquele dia foram as flores que outrora me fascinaram tanto. Flores de ipê, caídas, todas no chão. Talvez a chuva da madrugada, talvez o vento impetuoso, ou talvez o fato delas terem se cansado de serem admiradas, o porquê eu não sabia, só sabia que eu teria que esperar por um ano pra ver elas cairem de novo.
E hoje, um ano depois daquela manhã com gosto de suco de laranja, eu vejo as flores de ipê caindo de novo. Não estou mais no mesmo lugar, nem sei se sinto falta de lá, só sei agora (agora porque antes não sabia) que assim como as flores caem, o tempo passa, as coisas mudam, pessoas vêm e vão. 
E não posso viver pra apenas ver as flores no chão.

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