Assim sou EU....

A menina de olhos castanhos, do cabelo comprido, do sorriso sincero, da risada esquisita, dos sonhos impossíveis, da esperança interminável, de insegurança constante, dos amigos perfeitos, do coração enorme.
Aquela que se apaixona, que se esquece dos erros, que se envergonha de tudo, que se sente sozinha, e que nunca desiste. A menina que precisa ser protegida, que chora por tudo, que morre de medo, que ama a vida, que se desespera, que aproveita cada segundo, que é romântica, que fica feliz com um abraço, que sonha demais, que pensa demais, que complica demais e que deseja apenas ser feliz!

terça-feira, 23 de novembro de 2010


Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça [..] levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário…por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. 
E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
“Posso não saber nada do coração das gentes, mas tenho a impressão, de que, de tudo, o pior é quando entra a segunda parte da letra de “Atrás da porta”, ali no quando “dei pra maldizer o nosso lar pra sujar teu nome, te humilhar”. 
Chico Buarque é ótimo pra essas coisas. Billie Holiday é ótimo pra essas coisas. E Drummond quando ensina que “o amor, caro colega, esse não consola nunca de núncaras”. Aí você saca que toda música, toda letra, todo poema, todo filme, toda peça, todo papo, todo romance, tudo e todos o tempo todo, antes, agora e depois, falam disso. Que o que você sente é único & indivisível e é exatamente igual à dor coletiva, da Rocinha a Biarritz. 
O coro de anjos de Antunes Filho levanta no ar, em triunfo, os corpos mortos de Romeu e Julieta enquanto os Beatles pedem um Litlle help from my friends, e a platéia ainda aplaude e pede bis (o Gonzaguinha também é ótimo pra essas coisas). Meus amigos, abandonados para que eu pudesse mergulhar, voltaram a mil. Tem seus prazeres o fim do amor. Se é patologia, invenção cristã-judaico-ocidental-capitalista, ou maya, ego, se é babaquice, piração, se mudou-através-dos-tempos, puro sexo, carência, medo da morte: não interessa. Tenho certeza que estive lá, naquele terreno. 
Ele existe.(…) O que quero dizer é justamente o que estou dizendo. Não estou com pena de mim. Ta tudo bem. Tenho tomado banho, cortado as unhas, escovado os dentes, bebido leite. Meu coração continua batendo - taquicárdico, como sempre. Dá licença, Bob Dylan: it’s all right man, I’m just bleeding. Ta limpo. Sem ironias. Sem engano. Amanhã, depois, acontece de novo, não fecho nada, não fechamos nada, continuamos vivos e atrás da felicidade, a próxima vez vai ser ainda quem sabe mais celestial que desta, mais infernal também, pode ser, deixa pintar. 
Se tiver aprendido lições (amor é pedagógico?), até aproveito e não faço tanta besteira. Mas acho que amor não é cursinho pré-vestibular. Ninguém encontra seu nome no listão dos aprovados. A gente só fica assim. Parado olhando a medida do Bonfim no pulso esquerdo, lado do coração e pensando, pois é, vejam só, não me valeu.
                                                                                                          Caio Fernando Abreu

Tô aprendendo a viver sem você - Detonautas


"Mal-me-quer, pensou com tristeza, vendo a última pétala. Depois lembrou que não tinha pensado em ninguém, e ficou alegre outra vez.
Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquela terça, daquele vento, daquele céu azul - daquela não-dor afinal...


'Livrai-me de todo mal.   
Amém!' 

Sentei-me ao chão com as minhas insatisfações. Procurei um baú antigo, nos guardados da casa, pra ver se me trazia de volta uma lista de possibilidades. Fraquejei no momento em que um retrato teu me veio à mente. Mas fechei os olhos com força, até que a imagem se esfumaçasse, e jurei pra mim mesma que não haveria de ser com você, não mais. Porque pra mim, amor que fere não me acrescenta em nada. O que me faz infeliz, eu descarto na hora.
 
'Não é possível, no meu momento mais bonito
não cabe o difícil, só cabe o que flui.'

[Cris Guerra]

“Fui vivendo minha vida de maneira tão solitária,
  conquistando minhas coisas tão no braço
  Tão sempre sem nada,
  que aprendi a ter uma enorme admiração
  por mim mesmo.”

Vento no litoral - Legião Urbana



Apaga a dor, já passou
Abre a janela feliz(...)
Olha que o vento soprou
Bem mais cor do que você quis
Canta o que nunca cantou...

Tudo fica mais doce sem a ansiedade da felicidade,

tudo parece um livro de desenhos para colorir,


e eu sei lidar melhor com ele.


Eu carrego as cores e ninguém manda no meu quadro.

Tem dia que as flores brotam de dentro.
É preciso encher-se de primaveras.
Enquanto dentro de ti ela se faz quase tangível de tão clara.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Descubra o valor da liberdade!

Muita gente associa o estresse ao cansaço quando, no fundo, toda tensão física é resultado de repressões psicológicas. Pois é… São nossos pensamentos que tumultuam nosso fluxo de energia.
Vamos mudá-los? Comecemos pelo apego. Como a gente se apega às pessoas! No fundo, nos apegamos a algo que vemos nelas: segurança, apoio, amor. O apego existe porque você espera que os outros lhe dêem o que você não consegue obter dentro de si mesma. Mas há um meio de encontrarmos o que precisamos dentro de nós!
Imagine-se tirando do seu corpo todas as pessoas que conhece: familiares, colegas de trabalho, amigas, vizinhas. Agora, imagine que está dentro de um estádio, bem no meio do campo, e todas essas pessoas estão quietas, nas arquibancadas. Diga a elas: “Estou me dando o direito de não esperar nada de vocês. Deixo de lado qualquer expectativa e, o que vier, é lucro”. Escutando você, elas começam a abandonar o estádio. E ele fica vazio. Pela primeira vez, dentro de você não tem ninguém. Você está só, olha para o chão e vê um buraco. Agora pule e sinta apenas a sensação de cair…
De repente, o fundo começa a aparecer. Seja o que for: pedra, água, luz, não importa, fixe seu olhar nesse fundo. Se o que você viu foi uma pedra, imagine-se derretendo e virando uma pedra. Diga: “eu sou as sensações que tenho agora. Na realidade, caí dentro de mim, da minha essência”. Então o buraco some e só ficam as sensações. Tudo o que você queria está simplesmente em você!
Está se sentindo mais segura e livre? Pois é… Agora vamos sentir que podemos nos tornar ainda mais leves. Lembre-se de soltar todos os ressentimentos que ficaram presos em você todos esses anos quando as pessoas não lhe deram o que queria.
Reflita: se você não se valorizou, por que alguém iria fazê-lo? É você é a responsável por tudo aquilo que se passa na sua vida! Então, limpe-se por dentro e perdoe compreendendo que cada um deu aquilo que podia ter dado. Mergulhe na consciência da sua própria liberdade: “Meu corpo está limpo. Meus sentimentos estão renovados. Desfruto de paz. Não há obstáculos na minha vida. Todos os recursos estão em mim. Eu me sinto superior ao que eu era. Eu me sinto melhor e efetivamente bem”.

Aprenda a usar toda a sua força!

Eu já falei o quanto era importante manter a calma para enfrentar o desespero. Pois para conquistar a serenidade é preciso estar centrada, mas como ficar no próprio centro? Vou fazer um exercício e rapidinho você vai atingir esse estado.
Vamos lá? Analise seu corpo e como seus pensamentos geram sensações nele. Agora largue o corpo e vá para o seu íntimo, onde moram suas emoções. Mas esse mundo sofre sua influência. Portanto, desapegue-se do seu corpo e vá para a mente. Nela estão seus pensamentos, as vozes que conversam com você. São lembranças, valores, enfim, é a terra da imaginação onde você desenha e evoca o que quer. Como essa parte também é influenciada por nós, também não é o nosso centro.
Pois então, corpo, emoções e mente não são o seu centro. Afaste-se de tudo isso. Mais um passo que der para o seu interior, sobrará a lucidez. Este é o centro. O eu consciência que vê tudo, atua em tudo e faz tudo funcionar.
Pronto! Mais consciente, você pode agora sair do centro e olhar para tudo o que a perturbava. É bem diferente, né? As coisas perdem força porque não dominam mais você. No centro, nada te domina, é você que controla as coisas. E fora, pode observar como elas ocorrem em você.
Agora, olhe sua mente: era ali que ficava o desespero, né? Era ali que ficavam as vozes que te cobravam, o dramalhão, a condenação. Pois é hora de usar sua força! Diga para si: eu evoco minhas forças e cresço. Haja o que houver, eu fico do meu lado. Aqui nada me aterroriza sem meu consentimento. Posso usar minha força e ficar no centro. Posso encarar tudo de cabeça erguida. E neste centro me sinto livre para atuar em todos os âmbitos da minha vida.
Já percebeu que ter força é uma questão de evocar? Se o desespero que você tinha depende de alguma resposta, evoque-a! Às vezes, ela não vem na hora, mas quando a gente tá distraído. A resposta aparece na sua cabeça. Preste atenção ao que as pessoas te falam e no que você lê. Em algum lugar, de repente, parece que as palavras se iluminam. Aquilo é uma chave que desencadeia uma reflexão. E essa reflexão te leva a uma nova atitude. Toda atitude governa nosso ser. E a melhor maneira de governar nosso destino é estando no nosso centro. Sempre.

Dê um sorriso agora e vamos lá!

Não existe um tempo certo para o azar. A sorte, a conquista de objetivos e a autorrealização só dependem de você. Aliás, aproveito para reforçar o quanto é importante termos controle interior.
Devemos controlar nossos ânimos porque eles influenciam a nossa energia, criando situações favoráveis ou não. É um baita desafio, pois somos instáveis. Se o seu estado interior estiver sintonizado com a tristeza, por exemplo, nada dará certo.
É como aquela garota que se acha sem graça. Ela está anulando o próprio brilho e os poderes que tem. Com esse jeito de pensar, ela se coloca num estado muito menor do que realmente é e, por fim, afeta o modo como os outros a tratam. E o pior de tudo: afeta toda a sua vida.
A gente pode se exercitar e mudar essa postura interior. Seja qual for a situação pela qual você está passando, diga pra si mesma: “Não vou aceitar isso. Eu sou um sucesso”. Assim, você começa a “vestir” o antídoto: não é mais aquela azarada, a vítima e nem a pobre coitada que está sendo sempre derrubada.
Todas as coisas que a gente alimenta, infelizmente, criam uma energia, uma vibração terrível. Por isso é que as situações desagradáveis ao nosso redor devem ser negadas. Vamos, portanto, cuidar muito bem de nós mesmos.
Quanto mais você se puser no estado de bela, mais bela ficará. Se você se colocar em um estado saudável, saudável ficará. O grande segredo é criar boas vibrações e começar a colocá-las em prática.
Coloque-se como se já tivesse conseguido o que quer. Use toda a sua imaginação para criar esse estado mental em você. Para ter, por exemplo, o tão sonhado relacionamento afetivo, coloque-se como uma mulher simpática, atraente, sexy e gostosa. Por certo atrairá o que tanto deseja. Quando você se coloca no seu melhor, uma disposição ímpar toma conta do seu interior.
Como se fosse um encanto, você começa a ter segurança e vontade! Isso significa que o processo está fazendo efeito em você para, em seguida, afetar o ambiente. Logo, esse bom astral refletirá nas atitudes das pessoas ao seu redor.
Pratique essas ideias, mude de postura e vibre no seu melhor. Satisfazer a alma é vibrar. Azar não existe.

Quem disse que dinheiro é ruim?

É preconceituoso considerar o dinheiro um mal – ou colocar sob suspeita, sem distinção, todos os ricos. Isso seria confundi-lo com quem usa meios ilícitos para enriquecer, sem se importar em prejudicar os outros.
Ora, quando bem usado, o dinheiro cria progresso, dá dignidade, contribui para a ciência e as artes. Mas nem por isso é responsável pela alegria de ninguém. Pois a felicidade resulta da sabedoria do espírito que cuida do próprio bem-estar, tem bom senso, controla as emoções, enxerga as coisas como elas são e confia na vida.
Uma conquista que cada um precisa fazer por merecer. Achar que ser rico substitui essas qualidades espirituais é uma ilusão. Pois o dinheiro só é positivo quando utilizado para facilitar o bem de todos. Quando um empresário cria empregos, valoriza o trabalho. Ou quando gestores de grandes fortunas destinam recursos para o progresso da saúde, da educação, do meio ambiente, do conhecimento humano.
Nosso espírito ama tudo que é bom, belo, prazeroso, agradável. Não é errado querermos essas coisas, mas obtê-las exige fazermos nossa parte, pois são condicionadas ao nosso progresso espiritual.
Algumas leis da prosperidade: 
1) Acreditar que dinheiro é um bem; 
2) Crer que merece ser rica; 
3) Ficar feliz com o sucesso alheio; 
4) Dar graças a qualquer valor que receba; 
5) Mentalizar a fartura em sua vida; 
6) Ser generosa; 
7) Valorizar tudo o que já tem; 
8 ) Fazer seu melhor sempre.

Analisar, sim! Fazer julgamento, não!

Você pretende fazer justiça. Terá capacidade para isso? Sabe o que vai no íntimo das pessoas? 
Cuidado: a ilusão de querer ser mais do que se é só atrai desafios dolorosos. Pois, ao julgar alguém, você chama a atenção dos outros para suas próprias fraquezas.
Ser a palmatória do mundo é entrar na guerra. E numa guerra todos perdem. Como desde criança você já sentia necessidade de ser justiceira, pode ter aprendido isso em vidas passadas. Mas os resultados obtidos alertam: é hora de reavaliar e mudar o seu jeito de lidar com a realidade.
Analisar, sim! Julgar, não. Deixar-se levar pelas aparências ou pelo que dizem de alguém é preconceito. Avalie as pessoas a partir da sua troca de energia com elas. E aceite as diferenças, respeite as escolhas de cada um. Acate as coisas como elas são e se privará de muitos aborrecimentos.
Não, você não é obrigada a pactuar com o erro alheio. Tem todo o direito de se defender, de preservar sua intimidade, selecionar suas amizades, viver conforme seus valores éticos e espirituais. Mas sem radicalismos, que só a farão sofrer.
Você tem o poder de melhorar, escolher novos caminhos. Reconheça que sua maior missão é cuidar de si mesma, desenvolver seus potenciais, tornar-se um ser melhor. Verá como as pessoas mudarão impressionantemente a forma de tratá-la. Você fará amizades prazerosas, enriquecerá sua vida pessoal e encontrará a maneira adequada de contribuir positivamente com o mundo e a realidade que a cerca. Sentirá alegria de viver, motivação para trabalhar, desfrutará do lazer a que tem direito e, sobretudo, dividirá com seus entes queridos uma vida melhor.

Como é bom ter paz interior…

Você anda contagiada por supostas energias maléficas? Que tal exercitarmos juntos o poder da vibração? Sente-se confortavelmente num lugar tranquilo e leia o texto a seguir em voz alta. Vamos lá?
Não desanime e nem deixe as experiências frustrantes colocarem-na pra baixo. Desvie-se disso e ponha só um pensamento na cabeça: “Cuidar de mim é o maior investimento que posso fazer. Meu tempo e empenho me capacitam. Eu trabalho e tenho lucros extraordinários. Meu pensamento positivo me torna confiante no futuro, porque sei que posso vencer qualquer obstáculo. Eu garanto um amanhã melhor.”
Agora, sinta-se dona de si mesma e diga: “paz, paz, paz…”. Até sentir a alma serenar e a mente se acalmar. Até sentir a poeira das emoções baixar e os conflitos internos e externos se aliviarem. Vibre paz. Sinta-se um monge sentado no alto da montanha, contemplando o mundo silencioso. Desprenda-se de toda dor. Observe o vento, os vales, montanhas, o horizonte e a imensidão do céu.
Os conflitos e tensões agora se transformam em paz porque você está em paz. Sinta paz mental, repare essa sua cabeça maravilhosa que aprende e reaprende!
Perceba a paz de suas emoções, a paz no seu corpo, essa extraordinária máquina poderosa, que tanto a serve. Perceba a paz em cada célula e no prazer das pequenas coisas, como contemplar um pôr do sol no horizonte, do simples ser você mesma.
Sinta a paz que as boas amizades nos trazem. A paz na troca das parcerias profissionais. A paz que te faz mais bela e atraente, que simplifica o complicado. A paz que dá espaço para a reflexão e a atuação perfeitas num mundo tão imperfeito. A paz que abre portas e novas perspectivas. A paz nos olhos para ver o mundo e compreender tudo, até as injustiças. A paz na boca que une, ergue, constrói. A paz no gesto que organiza e prospera.
Ter a paz é sentir a expressão da própria vida, que é tão valiosa. Vibre mais uma vez nessa paz e irradie esse prazer para tudo. A paz é a luz que invade a escuridão e anula as ilusões. A paz cria a verdadeira realização. Sempre vou repetir a palavra paz dentro de mim e ela vai me levar a esse estado único de prazer. Quero me manter assim até conquistar todos os meus objetivos nesta vida.

Dicas valiosas para viver feliz

Não se preocupe tanto: de todas as atitudes, preocupar-se é a menos produtiva.

Não se deixe dominar pelo medo: boa parte das coisas que tememos nunca acontece de verdade.

Não guarde rancor: esse sentimento é uma das cargas mais pesadas da vida.

Enfrente um problema de cada vez: seja como for, você só pode tratá-los um por um. Pra que se torturar?

Não recue diante das dificuldades: a dor pode tornar você uma pessoa mais madura. Não fuja quando ela aparecer – entenda-a!

Não viva remoendo os enganos do passado: ficar presa a momentos dolorosos serve apenas para limitar as suas oportunidades de ser feliz no presente. Então, olhe para a frente e plante novas sementes.

Invista em você: carregue consigo somente o necessário, as coisas que ajudam a construir as condições para você ser feliz.

Cultive a amizade: você não precisa ser forte o tempo todo. Peça colo quando necessário.

Reflita sobre suas escolhas: repensar os atos, rever as vitórias e avaliar os tropeços nos ajudam a escrever uma nova história a cada dia.

Hey Jude - Paul McCartney

domingo, 21 de novembro de 2010

Paul McCartney - Yesterday

SEJA UM IDIOTA

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. 

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Arnaldo Jabor

domingo, 14 de novembro de 2010

What people are seeking is the feeling of being alive. They want to feel the rapture of being alive.”

Quando eu...

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome… Auto-estima.
.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é… Plenitude.
.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

Pouso...

A vontade dele era morar nela. Ele, que por muito tempo se perdeu dos seus desejos. Ela, a quem ele não dava nome. Que só existia entre quatro paredes, num amor que inventaram de ser proibido. Ele, que já não contava mais com o amor. Ela, que de tanto amar já não se achava capaz. Ele queria morar nela, mesmo sabendo que naquele corpo não cabia. Ele, para quem mulher era carne, volume, volúpia. E ela era tão pequena, magrela, um menino-moleque. Naquele corpo de menino ele queria mãe. Naquele corpo de mãe, queria ser homem. Ele não se reconhecia nela. Mas só se achava ali. Nela. Ali ele fazia suas confissões. Do que lhe metia medo, das mentiras que a vida lhe fez, dos desejos que nem teve. E diante dela ele já nem sabia o que era verdade. Ele queria entrar ali dentro e nascer de novo: puro, diferente, autêntico. Ele queria adormecer nela. Mesmo que no dia seguinte saísse ao encontro de sua vida de sempre. Lugares, dinheiro, conquistas. Os amigos de longa data, que ele só sabia amigos por assim ter aprendido. Não sentia aquele bem-estar neles. Há muito ele vinha separado do seu bem-estar. Ele, que vivia para fora, robô de si mesmo, sem se perguntar se era mesmo por ali. Ele sempre voltava para ela. Ela, que a cada noite lhe contava uma história. E era sempre a história dele que contava. Como se lhe voltasse um espelho e, ali, ele se visse nu. Ele gostava de ouvir sua própria história. Mesmo saindo dali assustado e com medo, muitas vezes. Havia muitos e muitos anos que ele evitava o espelho. Mas o dia chegava ao fim e ele voltava. Para ouvir mais uma história. Para se ver mais um pouco. Havia naquelas histórias alguma coisa que o atraía. Algo que o intrigava. Algo de que ele vinha fugindo, que ele vinha desprezando, até que no caminho de fuga deparou com. Ele vinha fugindo da sua própria vida e, no caminho que tomou para evitá-la, a encontrou. Ela mesma lhe contou. Ela, que era invisível. Ela, que ninguém mais conhecia. A vida em volta continuava a mesma, embora ele sempre voltasse. Eram amigos. Disso, tinham certeza. Ele queria morar nela, mas tinha medo de ali ficar. Ela queria, sim, a sua presença. Ali, ele seria sempre bem-vindo. Mas o desejo dela não era o de engolir. Ela era pequena, a menor de todas, tão menor que ele. Mas ali ele permanecia noites inteiras, confortável, naquele canto exato e quente. Ela não o queria para si, embora o quisesse. Ela queria um filho com ele, como se precisasse fazer o amor virar carne, existir, ganhar o mundo. Queria que ele a quisesse tomar para si. Queria que ele sempre fosse bem-vindo, como queria ser bem-vinda sempre. De vez em quando ela também ia se hospedar nele, mesmo que por um tempo, com a certeza de que a casa nunca seria sua. Ela queria aquele amor macio e estranho, sem garantias de ser para sempre. Ela queria aquele amor de hoje. Queria amar com liberdade, embora desejasse o desejo de pertencer. Ela queria poder ser dele, mesmo não sendo. Queria um pedido de casamento para lhe dizer o mais amoroso não. Para então tomá-lo pela mão e desenharem juntos os caminhos a dois. Sempre cada um. Sempre de mãos dadas. Com a suavidade de não fazer tudo sempre igual. Ela queria a solidão dele, queria dividir com ele o seu sem rumo. Ela o queria quase toda noite. Queria cuidar dele enquanto ele estivesse hospedado nela. Queria hospedar-se nele também e, ali, naquele espaço de tempo, receber seus cuidados. Ela queria amar para sempre e para sempre ser amada, mas não buscava a promessa – não era ali que morava o para sempre. Ela também queria a falta dele, de que também era feito o amor por ele, o amor dele por ela. Ela o queria inteiro para si mesmo e tanto maior ao seu lado. Ela queria, não a promessa, mas a vontade. Ele queria, não a obrigação, mas a sorte. Eles queriam estar sempre começando de novo. Ela, que tinha uma história comprida, que vinha gastando no caminho. Ele, que há anos vinha arrastando o peso da sua. Muitas vezes ele pensava em desistir dela. E dela fugia. Mas era de si mesmo que ele fugia. Ele saía. Mas sempre voltava para casa.

Casca...

Ele trazia o coração envolto por uma casca. De modo que nem parecia haver ali uma batida. Ele era um morto-vivo, sorrindo para o mundo uma alegria comprada em loja. Um dia ele topou com ela. Ela, sim, trazia o seu coração nu, carne viva, pulsando convicto. E foi assim que os dois corações nunca se encontraram. Um dia a casca do coração dele se quebrou e quem ficou nu foi ele, diante do que sentia. Pegou seu próprio coração com as mãos, quente feito brasa, e o jogava para um lado e para outro sem saber o que fazer com aquele amor que lhe queimava a pele. Quando olhou aquela bomba vermelho-sangue, o coração dela explodiu em sorriso. Mas o tempo passou de novo e o que ela viu crescer não foi amor: foi outra casca. Outra dura e forte a esconder mais uma vez aquele músculo frágil, a ponto de nem se ouvirem mais as batidas. E o coração que ela não mais vê, não mais sente. E o dela ganha paz de novo, como quem viveu um sonho breve e acordou.

De um universo a outro

É difícil mudar de casa. Sair da casca. Deixar o quentinho do cobertor. Sair do banho e alcançar a toalha. Mudanças são contrastes de estados e, por isso, doloridas. É nascer de novo sair de uma relação para o vazio. Ou para outra. É preciso coragem e ruptura. É preciso acreditar. Comum permanecermos imóveis por mais que o suportável. Sair do banho e agachar enrolado na toalha, pensando na vida. Demorar um tempo até tomar coragem pra mudar de posição. Mudar é um parto, sempre. Mesmo que o novo mundo seja melhor. Diante do universo inteiro que se anuncia novo, o de alguém que chegou de surpresa, muitas vezes nos acovardamos.

Não quero cinza...

É difícil percebemos que algumas vezes vivemos por outros, pelos outros. Na forte tentativa de sempre agradar, começamos a mudar quem somos de verdade. Precisamos viver pela gente, ser feliz com a gente. Só consegue ser feliz com alguém quem primeiro é feliz sozinho. “Eu não quero uma verdade inventada”, nem uma personalidade não pessoal. Quero integridade, fazer pelos outros é não ser inteiro, é fazer pela metade.
E então é ai que o cinza aparece. Eu não quero metades, porque para mim, não é possível ser bom pela metade. Metade é incompleto e eu não quero nada que não seja inteiro. Não quero viver de apesares e de talvez. Me cansa a incerteza, porque eu acredito na decisão. Gosto de controle, de rotina e do esperado. Sou o extremo, mas sou simples. Não quero nada complicado e falando assim pareço ser exigente, mas não. Eu quero muito, mas são coisas simples.

Eu quero ter medo do novo, de viver o que não conheço. Quero entender ou fingir que entendo. Não quero me entregar a desorientação. Não gosto de surpresas, quero hora marcada pra vida, detesto esperar. Quero dormir quando estiver cansada, passar o final de semana na praia se me der vontade. Quero ter momentos de paz, quero ler, quero silêncio. Quero ser feliz, tomar banhos de chuva, olhar o mar e ver as estrelas. Quero uma nova tatuagem, comer brigadeiro de panela sem ouvir broncas. Gosto de aproveitar meu tempo e da minha própria companhia. Adoro piadas e quero rir até a barriga doer. Quero ter pastas estranhas no ipod com músicas completamente diferentes, pelo simples fato do mesmo ritmo me enjoar. Quero olhar pra frente e só quando for preciso para trás. Quero sentir menos culpa, entender que toda ação tem reação. Quero saber agir e também a reagir, quero ordem no trabalho e bagunça no meu quarto. Quero dormir encostada na parede, quero janelas fechadas, quero escuro, aceitar menos e indagar mais. Quero menos ‘mas’, não quero sentir tanta saudade, quero cantar mesmo desafinada, quero perdoar a mim e os outros. Quero ser correta, berrar quando me sentir sufocada e chorar quando estiver triste. Quero ficar em casa às sextas feiras sem pensar que deveria estar na balada. Não quero peso na consciência e nem dormir com vontade. Quero viver com sentindo, quero tocar o coração de alguém. Quero amar e ser amada, respeitar e ser respeitada. Quero carinho, beijo e abraço. Quero verão, outono, inverno e primavera. Quero vencer e também aprender a perder. Quero acreditar no amor verdadeiro, em casamento e na fidelidade. Quero aceitar as pessoas, me esquentar no sol, ser responsável por mim mesma, não quero me comparar e nem ser comparada. Quero continuar sem entender matemática, muito menos física. Quero passar longe da biologia e da química. Quero saber o básico do geral e ir afundo no que eu gosto. Quero a certeza do destino, mesmo que o trajeto mude. Quero ser menos cruel e sentir menos raiva. Quero ser cada vez mais forte, ir cada vez mais longe, quero dar valor à vida e ter valor diante dela. Não quero ser vítima, sou autoritária, teimosa e impulsiva. Quero continuar sendo desastrada, não quero arrumar a cama e nem ter uma vida doméstica. Quero ser maior que meus sonhos e viver a realidade.

Quero sim ou não, quero por completo, nem quem sabe e nem talvez. Não quero meio termo, quero preto ou branco, não quero o cinza, para mim ele é a ausência de cor, é o meio entre um e o outro. Quero aproveitar o tempo que me é dado, quero compromisso, não quero desafeto e nem desapego. Quero essência, conteúdo. Eu tenho pressa e quero gente humana.

Quero que seja pra valer e se não for então não me serve. Quero quem luta, quem conquista e quem vai atrás. Quero que me roubem a solidão e me ofereçam verdadeira companhia. 
Não é muita coisa, de tudo que eu quero o mais complicado seria talvez ouvir os pensamentos de Deus e contrario de tudo que falei em cima, dessa vez eu me contento apenas com ele ouvindo os meus.
DEFINIÇÕES


SAUDADE: é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

LEMBRANÇA: é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento representa um capitulo.

ANGÚSTIA: é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

PREOCUPAÇÃO
: é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

INDECISÃO: é quando você sabe muito bem o que quer mais acha que deva querer outra coisa.

CERTEZA: é quando a ideia cansa de procurar e para.

INTUIÇÃO: é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

PRESSENTIMENTO: é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser quem nem exista.

VERGONHA
: é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

ANSIEDADE: é quando sempre falta muitos minutos para o que quer que seja.

INTERRESSE: é um ponto de exclamação ou interrogação no final do sentimento.

SENTIMENTO: é a língua do coração, ele usa quando quer manda um recado.

RAIVA: é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

TRISTEZA: é uma mão gigante que aperta seu coração.

FELICIDADE: é uma agora que não tem pressa nenhuma.

AMIZADE
: é quando você não faz questão de você se emprestar pros outros.

CULPA: é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

LUCIDEZ: é um acesso de loucura ao contrário.

RAZÃO: é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

VONTADE: é um desejo que cisma que você é a casa dele.

PAIXÃO: é quando apesar da palavra perigo o desejo chega e entra.

AMOR
: é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não...  Amor é um exagero... Também não. Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação, ou eu não sei explicar....
Eu sou simplesmente eu
mas a cada dia melhor ...
A cada queda mais forte ;
A cada tropeço mais atenta;
A cada mentira mais desconfiada;
A cada alegria mais animada;
A cada erro mais sabia ;
A cada derrota mais insistente;
A cada vitória mais disciplinada;
A cada instante mais observadora;
A cada duvida um pensamento;
A cada amigo mais cumplice;
A cada lagrima menos otária ;
A cada novidade um aprendizado;
A cada ""amor" eu estou mais ligeira;
A cada dia menos complicada;
A cada passo mais perto;
A cada resposta mais cautelosa;
A cada Minuto menos paciente;
A cada ação uma reação;
A cada fim um inicio;
A cada começo uma historia;
A cada minuto mais FELIZ;
A cada dia mais

Eu...
Certezas

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena.

Mário Quintana

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Filme Tropa de Elite



Ao final do filme, portanto, há uma desmistificação do discurso verbalmente desgastado em prol das falácias democráticas, visto que o ficcional e corrompido governador do Rio de Janeiro é mostrado comemorando mais quatro anos de mandato eleitoral, as acusações do ativista Diogo Fraga contra um secretário ostensivamente mal-intencionado são subjugadas pelas condições “democráticas” do escrutínio do mesmo e as oportunistas imagens do Congresso Nacional em Brasília-DF, na seqüência que antecede o final insistem em advertir o espectador de que os fomentadores da corrupção em escala macrológica são de alta relevância política, o que explica por que “entra governo e sai governo, o sistema continua invencível, articulando-se em novas frentes e submetendo-se a novos interesses”.

Quando, portanto, a montagem do filme alinha uma série de assassinatos, “queimas de arquivo” e exonerações tangenciais no que diz respeito às novas articulações de poder condenadas pelo Capitão Nascimento, para mostrar, em seguida, este mesmo personagem comemorando tensamente o despertar de seu filho adolescente, que fora baleado gravemente nos rins e encontrava-se internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital, a mensagem do filme, torna bastante evidente: “haja o que houver, faça a sua parte”. Tal mensagem, aliás, é ainda mais legitimada pela letra do ‘funk’ que MC Leonardo compõe e interpreta durante os créditos finais, em que, sob o título “Tá Tudo Errado”, ele arrazoa: “Sinceramente não tenho a saída de como devia tal ciclo parar/ Mas do jeito que estão nos tratando, só estão ajudando esse mal a se alastrar/ Morre polícia, morre vagabundo e, no mesmo segundo, outro vem ocupar/ (...)/ Agora amigo, o papo é contigo, só um aviso pra finalizar: o futuro da favela depende do fruto que tu for plantar”. Não somente da favela, acrescenta José Padilha, demonstrando que todos nós temos um infinitésimo, porém definitivo, papel enquanto retroalimentadores do sistema de violência e corrupção denunciado numa cena inicial pelo professor de História Diogo Fraga, que, apesar de seus atropelos estatísticos e de seus desvios aplicativos dos Direitos Humanos Universais, insistentemente criticados por seu rival ideológico Roberto Nascimento, tem razão quando contesta o elogio armamentista aos assassinatos justiceiros que está embutido no símbolo e no jargão atacante do BOPE, que “mata um, mata geral”, conforme está dubiamente contido no refrão do sinistro tema cantado na abertura do filme pela desenxabida banda de ‘rock’ Tihuana. E, por mais que as críticas sobre este filme tendam muito mais a demonstrarem o que ele significa do que o que ele formalmente representa, o recado é dado: cada opção de pôr a câmera num determinado lugar e não noutro ou de mostrar um personagem falando algo e não outro é provida de sentido e interesses difusos.


Cabe ao receptor audiovisual destas mensagens fazer a sua parte na divulgação debatedora de seus pontos de vista éticos, políticos ou puramente hermenêuticos. Por mais inócuo que isto pareça dentro da catastrófica situação apresentada pelo protagonista ou do abrangente organograma criminal que se descortina diante de nossas sensibilidades espectatoriais, Cinema é também uma potente – e mui perigosa, em mãos e mentes desonestas – ferramenta de (re/des)construção moral!

Vale a pena assitir...

Tropa de Elite 2

Em 'Tropa de Elite', filme sucesso de José Padilha, fica-se com duas sensações: primeiro, o trabalho é um marco no cinema brasileiro; pela primeira vez um filme sobre a violência é narrado pelo ponto de vista dos policiais. Segundo, vivemos em um país violento, e não temos para onde correr!
Wagner Moura retoma o personagem mais marcante de sua carreira, o capitão Nascimento. Dez anos mais velho, cresce na carreira: passa a ser comandante geral do BOPE, e depois Sub Secretário de Inteligência. Em suas novas funções, Nascimento faz o BOPE crescer e coloca o tráfico de drogas de joelhos, mas não percebe que ao fazê-lo, está ajudando aos seus verdadeiros inimigos: policiais e políticos corruptos, com interesses eleitoreiros. Agora, os inimigos de Nascimento, são bem mais perigosos.
Com o peso de fazer jus ao primeiro longa, 'Tropa de Elite 2' cumpre a missão dada. A violência e a corrupção na polícia continua em pauta, mas desta vez a trama elobora assuntos mais ambiciosos e assustadores.
Ao invés de culpar os riquinhos que compram drogas e financiam o tráfico no país, mesmo que usando apenas uma carreira de pó, a sequência vai além e começa a mostrar que o buraco é mais em cima: os políticos usufruem de qualquer situação para conquistar dinheiro e fama, e recebem apoio dos demais corruptos.
Moura continua roubando a cena, e está ainda mais à vontade com o personagem que o consagrou. Seu talento é indiscutível. André Ramiro e Milhem Cortaz também retornam como André Matias e Capitão Fábio, e continuam em atuações dignas e talentosas.
O roteiro de Braulio Montovani, mais complexo e polêmico, traz de volta todos os acertos do original, como as frases de efeito que cairam no gosto popular.

Padilha continua corajoso e ousado na direção, e repete a fórmula usada no primeiro além de adicionar elementos de seu premiado documentário 'Ônibus 174', de 2002.
Para muitos, 'Tropa de Elite 2' será o blockbuster de ação do ano, com direito a efeitos especiais importados, cenas de ação mirabolantes e um enredo inteligente. Mas no fundo, é muito mais. Um retrato frio e cruel, porém realista, da nossa realidade.

Afinal, "Qualquer semelhança com a realidade é apenas uma coincidência. Essa é uma obra de ficção".

Os 10 mandamentos do advogado

   1-O direito se transforma constantemente. Se não seguires seus passos serás cada dia um pouco menos advogado.

  2-O direito se aprende estudando, mas se exerce pensando.

  3-A advocacia é uma luta árdua posta ao serviço da justiça.
 
  4-Teu dever é lutar pelo direito mas,no dia em que encontrares o direito em conflito com a justiça,lute pela justiça.
 
  5-Leal com teu cliente que não deves abandonar enquanto não o julgues digno de ti. Leal com o adversário ainda que ele seja desleal contigo. Leal com o juiz, que ignora os fatos e deve confiar no que dizes.
 
  6-Tolera a verdade alheia na mesma medida em que queres que seja tolerada a tua.
 
  7-O tempo se vinga das coisas que se fazem sem sua colaboração.

  8-Tem fé no direito como o melhor instrumento para a convivência humana. Na justiça, como destino normal do direito.Na paz, como substituto bondoso da justiça.E,sobretudo, tem fé na liberdade, sem a qual não há direito, nem justiça,nem paz.
 
  9-A advocacia é uma luta de paixões. Se, em cada batalha, fores carregando tua alma de rancor, dia chegará em que a vida será impossível para ti.
Terminado o combate, esquece tanto a vitória como a derrota.
 
 10-Trata de considerar a advocacia de tal maneira que, no em que teu filho te peça conselho sobre o seu destino, consideres uma honra para ti propor-lhe que se torne advogado.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"A vida é complicada porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo, ou justamente o que não deveríamos, a gente faz planos mesmo em cima dos silêncios deles, a gente vê beleza em cada sumiço, a gente vê olhares de amor no mais puro olhar de tesão, nós temos a mente completamente diferente da deles. Não precisa procurar no meio da multidão, coisas acontecem quando você desiste de procura-lás, posso me aproximar sem invadir seu espaço, mas posso me aproximar tanto que seja impossivel de não o invadir. 
Não há como garantir que não possa me esforçar em ser interessante sendo que o que eu quero é ser o melhor que você merece. 
E de tudo que posso ser pra você eu só pediria que nunca fugisse de mim, nem mesmo quando por alguma razão eu deixasse a máscara cair, eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E seguirei por dias, semanas, meses tentando tocar o seu coração até que um dia eu consiga. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder, e jamais te limitar mas chorar quando decidir ir embora, e esperar suas mudanças naturalmente sem forçar você, roubar mil beijos seus quando você decidir ter alguma crise de raiva, tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a você. 
E eu não somente diria que canta mal como cantaria com você, provando assim que existem pessoas que cantam horrivelmente, e que você não é a única, mas a que eu estaria disposta a escutar, e quando você decidir falar demais, que eu debrusse sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer, e quando for desastrado que haja fôlego para não morrermos de tanto rir. 
E que você sinta vontade de precisar de mim, mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos, que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais. 
E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza fisica, e tentar também de algum jeito (infelizmente só tentar) fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus. 
Eu quero sempre encontrar você, sejá lá aonde você estiver, e que eu consiga ser o seu perfeito, mesmo sendo imperfeito."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Hoje...

Hoje eu não quero pensar em mais ninguém, além de mim.

Hoje eu não quero ser aquela pessoa que sempre fica para depois.

Hoje eu vou me colocar em primeiro lugar na minha lista de prioridades, e se alguém quiser me acompanhar, vai ter que vir bem atrás de mim, porque eu não permitirei que mais ninguém fique à minha frente.

Chega de ser o próximo da fila, o reserva do time ou apenas mais uma opção. Hoje eu faço questão de ser o titular absoluto do meu destino. Quem quiser me encontrar vai ter que olhar para cima, para o alto do pódio, e me ver fazendo uma chuva de champanhe.

Hoje eu estarei lá, no topo das minhas escolhas, porque eu não aceito mais ser o eventual. Agora eu quero ser o único. Segundos lugares não me interessam mais.

Hoje eu não vou aceitar nenhum gesto que me entristeça ou que me faça sentir menor do que eu realmente sou.

Hoje não há nada mais importante e nem mais precioso do que eu.

Hoje eu sou o brilho mais intenso, sou a lâmpada mais reluzente, sou a celebridade que mais me encanta, sou o meu fã número um. Agora eu sou o centro do meu universo, e para qualquer lugar que eu olhe, serei eu o alvo das minhas atenções.

Hoje eu não vou aplaudir mais ninguém além de mim. Chega de ser um mero coadjuvante deste roteiro.

Hoje eu assumo definitivamente o papel principal desta história que é só minha. Depois de rever antigos filmes na tela da minha memória, percebi quantos canastrões roubaram as minhas cenas, rasuraram os meus scripts, rasgaram os meus figurinos, enquanto eu fui ficando ali, obscurecido num cantinho do palco, reduzido a mero detalhe cenográfico.
Com o passar do tempo fui vendo nitidamente quantos mentirosos já plagiaram os meus atos, abusaram das minhas deixas, se deram bem com as minhas falas e depois desdenharam de mim. Mas nada mais me decresce.

Hoje eu amanheci convicto do meu valor. Sei que já me emocionei com os heróis errados, que já tietei vilões com meu afeto mais sincero e carreguei nos ombros personagens que só fingiram me amar. Errei, mas é caindo que a gente aprende a se levantar. Se ontem eu fui apenas uma sombra, hoje eu sou uma estrela que se ilumina com a luz da felicidade que emana
dos meus olhos. Doravante eu não quero mais as sobras.

Hoje eu quero ser a fartura que me faltava. Hoje as minhas fechaduras estão todas trancadas: só estou para mim, e para ninguém mais. Agora tudo mudou. Agora eu quero cuidar apenas das minhas alegrias. Cansei de ficar em segundo plano, de ser um expectador passivo desta novela onde cada dia é um capítulo diferente. Cansei de ser quase indispensável, quase insubstituível, quase “o cara”.

Hoje eu quero ser para mim muito mais do que eu já fui um dia, e ninguém vai me tirar esse gostinho bom de ser quem eu sou.

Hoje, simplesmente, eu acordei morrendo de amores pela minha pessoa, e contrariando o que qualquer um possa pensar a meu respeito, eu digo de pronto: a minha vida nunca mais vai pertencer a ninguém, a não ser a mim.

Renée Venâncio
Hoje sou mais...
 
Hoje, por um simples momento
Sou bem mais que isto
Não sei bem porquê,
(Eu não, talvez outro eu saiba)
Hoje não danço não,
Não ando aos saltos sem razão,
Não tenho raiva, não grito...
Nada sou, mas acredito
Acredito que sou mais, bem mais
Mais que loucuras fenumenais...
Mais que exterismos...

Estou calma... tão calma...
Porque quero estar calma,
(Pois noutro caso não o estaria)
Sei que amanha vou ser diferente
Amanhã... amanhã é outro dia!
E eu sou tudo menos estável...
Amanhã serei coisa aparente
Porque ser ser, não o sei
Mas não me interessa que farei
Serei simplesmente o que for
Mesmo que isso me lembre dor...

Oh de mim que segurança não tenho
Hoje acredito, hoje sou
Amanhã não sei, serei outro desenho...