Assim sou EU....

A menina de olhos castanhos, do cabelo comprido, do sorriso sincero, da risada esquisita, dos sonhos impossíveis, da esperança interminável, de insegurança constante, dos amigos perfeitos, do coração enorme.
Aquela que se apaixona, que se esquece dos erros, que se envergonha de tudo, que se sente sozinha, e que nunca desiste. A menina que precisa ser protegida, que chora por tudo, que morre de medo, que ama a vida, que se desespera, que aproveita cada segundo, que é romântica, que fica feliz com um abraço, que sonha demais, que pensa demais, que complica demais e que deseja apenas ser feliz!

terça-feira, 30 de março de 2010

Relacionamentos ...

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.

Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo...
- Cinco anos.... que pena... acabou...
- é... não deu certo...

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.

Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.

Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.

Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.

E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.

Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.

Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto.

Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?

O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.

Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.

Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?

Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.

E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.

Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.

Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sade - By Your Side

Titãs - Porque eu sei que é amor ♫

Apaixonar-se...

Rir ate doer a barriga
Encontrar milhares de mails dos amigos quando abres o correio
Passear por algum lugar lindo
Escutar a canção favorita na radio
Deitar na cama e ouvir a chuva lá fora
Sair do duche e ter a toalha quente
Receber uma chamada de alguém que não vês ha muito tempo
Uma boa conversa
Encontrar dinheiro numas calcas que não vestia desde o ano passado
Rir de ti mesmo
Chamadas a meia noite que duram horas
Rir sem motivos
Escutar acidentalmente que alguém fala bem de ti
Acordar e dar conta que ainda podes dormir um par de horas
Escutar a canção que te recorda "essa" pessoa especial
Fazer parte de uma boa equipa
O primeiro beijo

A primeira vez de algo significativo
Fazer novos e bons amigos
Sentir cócegas na barriga cada vez que vês a "tal"pessoa
Passar um bocado com os melhores amigos
Ver felizes as pessoas que amas
Usar a camisola da pessoa que gostas e sentir o seu perfume
Ver um velho amigo e sentir que as coisas não mudaram
Olhar um pôr do sol
Ter alguém que diga que te ama...

quinta-feira, 25 de março de 2010

“Amar só há uma entrada na vida:
é entrar num beco sem saída.
É sentimento que dá frio na barriga
como se ferir e não ver a ferida.
Acho que amar é tanto quanto necessário:
é um alimento diário.
Amar é algo de dentro pra fora
como uma flor que desabrocha.
Amar não é algo do imaginário:
é simplesmente extraordinário.”
...
Quando me vem as lembranças , sinto tanta saudade e um pesar que chega a doer, dá um nó na garganta.... e sou obrigada a engolir a seco...
Eu...
Já ri até chorar e a barriga doer;
Já chorei até dormir e acordei com a cara deformada no dia seguinte;
Já dormi até as seis horas da noite depois de uma night daquelas;
Já dancei até perder as forças;
Já bebi até perder a noção de tudo;
Já dormi sentado na boate;
Já fui almoçar enquanto me procuravam no pique esconde;
Já rolei na grama num dia de sol;
Já tomei um banho de chuva, de braços abertos olhando pro céu;
Já chorei de alegria;
Já chorei de tristeza;
Já chorei por amor;
Já chorei pelo que eu achava ser amor;
Já passei noites em claro conversando com amigos;
Já vi o nascer do sol, depois de uma noite maravilhosa;
Já matei aula;
Já colei na prova;
Já flertei com quem não podia;
Já perdi pessoas queridas;
já achei que era o rambo e quis pular do meu predio;
Já tomei ovada;
Já fiquei vermelho de sol, de não poder encostar em mim;
Já viajei com amigos;
Já chorei no ombro deles;
Já ouvi o choro deles;
Já virei noite na net e tive que trabalhar no dia seguinte
Já caí no meio da rua;
Já ri das minhas próprias desgraças;
Já enrolei no trabalho;
Já fiz coisas proibidas;
Já magoei alguém;
Já fui magoado também;
Já aprendi com meus erros;
Já sofri por erros alheios;
Já gritei muito em parque de diversão;
Já toquei a campainha e corri;
Já acreditei em Papai Noel e tive medo do homem do saco;
Já descobri quanto a vida era boa enquanto eu acreditava em alguém;
Já brinquei de Pogobol;
Já senti saudades daquele tempo;
Já vivi muitos momentos de nostalgia;
Já fui viciado em bala juquinha;
Já sonhei mudar de cidade;
Já sonhei mudar de país;
Já briguei com meus pais;
Já me apaixonei;
Já escrevi músicas pra alguém;
Já briguei e fiz as pazes minutos depois;
Já nadei em piscina de 1000 litros;
Já desejei uma vida perfeita e vi que era pura utopia;
Já recebi declarações de amor;
Já engasguei com bala soft;
Já virei a noite pensando em alguém;
Já brindei ocasiões especiais;
E até as que seriam “normais”, mas se tornaram especiais por estar junto de pessoas especiais;
Já brindei até sem motivo, mas tinha birita, fazer o que?
Já ouvi mil vezes a mesma música;
Já dormi no ônibus e acordei no ponto final;
Já andei descalço e cortei o pé;
Já dormi no sofá vendo tv;
Já passei a noite olhando o mar;
Já fiz programa de índio e não me arrependi;
Já carreguei amigos bêbados;
Já fui carregado tb;
Já comi brigadeiro na panela com mais vários amigos, comendo na mesma colher;
Já recomecei do zero;
Já aprendi que a vida é uma escolha constante e que não posso ter tudo ao mesmo tempo;
E que escolher só por uma coisa não significa que vou ser infeliz;
Já cantei desafinado, mas me achei a Madona;
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora;
Já subi em árvore pra roubar frutas;
Já chorei sentado no chão do banheiro;
Já escrevi meu nome numa árvore;
Já saí pra caminhar sem rumo;
Já fugi de casa pra sempre e voltei horas depois;
Já tentei esquecer pessoas inesquecíveis;
Já fiz coisas por impulso;
Já abracei pra proteger;
Já dei risada quando não podia;
Já ri quando a vontade era chorar;
Já fiz amigos eternos;
Já amei e fui amado;
Mas também já fui rejeitado;
Já gritei e pulei de tanta felicidade;
Já vivi de amor e fiz juras eternas;
E também já "quebrei a cara";
Já chorei ouvindo música e vendo fotos;
Já liguei só pra escutar uma voz;
Já me apaixonei por um sorriso;
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade;
Já tive medo de perder alguém especial e acabei perdendo;
Mas vivi! E ainda vivo! Não "passo" pela vida...

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu MUITO a pena!

“Superação é poder fazer acontecer com as ferramentas que temos em mãos. Superação é trabalhar da melhor forma possível, independente do que pensem ou falem. Superação é irmos além do que os outros acham que somos capazes. Superação é saltar tão alto que ultrapasse a barreira da estima machucada, da confiança perdida, do relacionamento quebrado… Se supere… SEMPRE. Aposte em você mesmo e você fará o dia de hoje muito melhor do que o de ontem.
Só depende de você!!! SUPERE-SE!”
RETICÊNCIAS ... PARA SEMPRE

Sabe quando você sentia aquele frio na barriga?
Sabe quando seu coração acelerava ao ver a pessoa amada?
Sabe quando você a olhava de longe, sem que ela percebesse?
Sabe o dia em que você a olhos nos olhos e disse Adeus?

Foi nessa hora que você a perdeu,
Foi nessa hora...

Você a amava, sabia, mas não cuidou dela
As coisas não são tão fáceis na vida real
Sonhos servem apenas como modelos
Mas é a realidade que você precisa viver

Volte a sentir o frio na barriga
Faça seu coração acelerar de novo
Olhe-a de perto dessa vez, mas...
Ame... viva... perca o medo...seja feliz...

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo.
Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele.
Sou inconstante e talvez imprevisível.
Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras.
Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo.
São poucas as pessoas pra quem eu me explico...
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo... Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos... Já expulsei pessoas q amava de minha vida, já me arrependi por isso... Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos... Já acreditei em amores perfeitos,... Já amei pessoas q me decepcionaram, já decepcionei pessoas q amaram... Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir... Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi... Já fingi não dar importância às pessoas q amava, para mais tarde chorar quieto em meu canto... Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir... Já acreditei em pessoas q não valiam a pena, já deixei de acreditar nas q realmente valiam... Já tive crises de riso quando não podia... Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva... Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse... Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar... Muitas vezes deixei de falar o q penso para agradar uns, outras vezes falei o q não pensava para magoar outros... Já fingi ser o q não sou para agradar uns, já fingi ser o q não sou para desagradar outros... Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz... Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava... Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali"... Já cai inúmeras vezes achando q não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando q não cairia mais... Já liguei para quem não queria apenas para ligar para quem realmente queria... Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava... Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo... mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda... Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri q não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim... Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre... Não me mostre o q esperam de mim, porque vou seguir meu coração!... Não me façam ser o q não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!... Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão... Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes ... Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: - E daí?

EU ADORO VOAR!

Ontem tentei dar risada...mas vi q faltava você para me fazer cócegas;
Ontem tentei andar por ai despreocupado...mas vi q faltava você para me dar a mão;
Ontem tentei ficar o dia todo sem fazer nada...mas vi que faltava você para não fazermos nada juntos;
Ontem tentei sair correndo atrás de um sonho...mas vi que faltava você para me guiar;
Ontem tentei fazer a janta...mas vi que faltava você para comer comigo e dizer que estava ótimo (mesmo não estando);
Ontem tentei não ficar triste com a saudade...mas vi que faltava você do meu lado;
Ontem tentei não xingar o mundo...mas vi que faltava você aqui para completar o meu;
Ontem tentei tocar uma música na viola...mas vi que faltava você aqui para canta-la;
Ontem tentei durmir mais cedo...mas vi que faltava você para me dar boa-noite;
Ontem tentei conversar com alguém...mas vi que faltava você aqui para me compreender;
Ontem tentei dizer palavras sinceras...mas vi que faltava você para ouvir;
Porém hoje, não tentei mais nada...
Hoje,só olhei pro meu coração...
E vi que la,
Você não falta!!!"
Curriculum Vitae...

Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado. Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo, Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.

Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais dificeis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia.

Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.

Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.

Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.

Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.

Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.

Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.

E agora um formulário me interroga, me encosta na parede e grita: "- Qual sua experiência?" Essa pergunta ecoa no meu cérebro: "- experiência...experiência..." Será que ser "plantador de sorrisos" é uma boa experiência? Não!!!

Talvez eles não saibam ainda colher sonhos!"
O sentido da vida tem tudo a ver com a nossa evolução.
A nossa viagem pelo planeta Terra é uma viagem de aprendizado e crescimento.
Por isso, é importante a gente viver e aprender sempre.


A vida só tem sentido quando a gente passa por seus vários estágios, vive intensamente e aprende com cada um deles.

terça-feira, 23 de março de 2010

Sinfonia de Outono...

É outono... a mágica estação do ano em que a natureza revela um especial esplendor.

Calmamente vou adentrando a alameda de plátanos dourados.

Um tapete amarelo-avermelhado espalha-se a meus pés...

...por onde sigo pisando tão calmamente, como num caminho perfeito,

num vagar calculado, com o firme propósito de saborear esses momentos

de pura e encantadora magia...

Um cenário perfeito para reflexões e versos que me me vêm à mente...

Imagino se existe um portal no paraíso... então este deve ser o portal do paraíso...

Longos soluços dos violinos de outono

Ferem meu coração com langor monótono...

E choro, quando ouço, ofegando, bater a hora,
lembrando os dias, as alegrias e ais de outrora.
E vou-me ao vento que, num tormento

me transporta de cá para lá, como faz a folha morta.


.

"O amor muda como as folhas das árvores no outono.
E, se eu for capaz de entender isto, serei capaz de amar."

O renovar das estações é necessário à natureza,

assim como o renovar da esperança em nossos corações...

Que nossas almas possam refletir a paz do universo

como o reflexo das árvores

numa tarde límpida de outono...

Explosão de alegria, profusão de cores,

Como foi um dia

a explosão de meus amores...

Folhas de outono...
Nas árvores, nos ares, no chão.
Folhas de outono em sua derrareira e incomparável glória,

exalando um aroma adocicado, de flutuante despedida.

O arvoredo transpira as carícias dos ninhos,
e o vento a cirandar na curva das estradas
eleva o folharéu no espaço em redemoinhos...


Há um córrego a levar as folhas secas em bando...
- e à aragem que soluça entre as ramas curvadas,
parece que o arvoredo em coro está chorando!...


Prossigo, relembrando os melancólicos outonos que já vivi...
As diferentes primaveras que vivenciei – ternas, intensas, fortes, coloridas...
E os verões... Quantos verões ardentes, sedentos, apaixonantes...

E novas reflexões me vêm à mente...

Meu olhar repousa sobre uma dessas pequeninas folhas de outono,

que insiste em permanecer no ar, como se ainda lhe restasse

uma leve esperança de não esmorecer de vez no chão úmido,

salpicado por centenas de outras folhinhas em decomposição,

já se entregando ao ciclo implacável da natureza.

Explosão de alegria, fascinante profusão de cores,

Como foi um dia

a explosão de meus amores...

As folhas ao cair, evocam a brevidade dos nossos dias. O outono das pinceladas de azul-água, a coloração acinzenta do céu e a timidez e sofrimento das árvores despidas, imploram-nos uma introspecção e reflexão sobre este viver cíclico, sempre em transformação e numa velocidade alucinante.

Folhas de outono a cair dolentes, num bailar dourado, esvoaçantes, ternas, doces, displicentes,

espalhando pelos ares pingos multicores – pálidos, marrons, rubros, nacarados, cintilantes,

diferentes e diversos como os sentimentos humanos, que transitam numa vasta gama

- eterna e densa - que vai da apatia à paixão intensa.

Caminho devagar... saboreio cada instante...

A sabedoria do peregrino consiste - não em chegar depressa a seu destino -

mas em apreciar as belezas do caminho...

Áureos tons da natureza.... paleta das mãos de Deus...

tanto amor, tanta beleza, preenchendo os olhos meus...

As correntezas da vida e os restos do meu amor

resvalam numa descida... como a da fonte e da flor...

A folhinha, finalmente, repousa sobre o chão.

De repente, não a percebo mais;

ela misturou-se aos infinitos outros pontos amarelos do chão de outono...

entregou-se a seu inevitável destino de participar do

processo de transformação da natureza,

para um dia retornar em alguma paisagem,como a lembrar-me que...

...a vida se move em ciclos
de fazer e desfazer,
que sentimentos arrefecem,
que ardentes paixões esfriam,
que toda glória é efêmera...
mas que os ciclos favorecem
o renascer da esperança -
– e esse, sim, é duradouro... é eterno
em todos os corações humanos...

OUTONO...

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Foi há poucos dias que ao fazer um já velho e conhecido percurso das minhas andanças que percebi o término do verão. O jardim de uma das belas casas que costumo admirar estava tomado por cadeiras e espreguiçadeiras repletas de coloridos casacos que absorviam os raios solares da nova estação.
A longa avenida que costumo percorrer leva até a praça principal da cidade onde em dias mais preguiçosos costumo sentar e observar a vida passar.
O outono é mágico.
Eu o elegi como a estação do amor, por que como a estação da reflexão já por muitos fora eleito.
Um tapete de folhas secas forra um eternal caminho por onde um casal de namorados passeia de mãos dadas. Duas criaturas atemporais, geradas num fim de tarde numa sempiterna adolescência.
E assim, no meu imaginário romântico o amor acontece.
Perder os olhos ao observar o poente avermelhando a paisagem que se prepara para o recolhimento faz a mente transmutar para outonais reflexões.
O outono da vida, o ocaso, a ponderação dos dias.
Crepúsculos se perdem entre equinócios e solstícios.
E entre quedas de flores e folhas o banco da praça torna-se gélido.
Mãos e braços se abraçam e a praça numa tarde mais adiante se encontra inóspita.
É chegada a hora de recolher-se.
Corpos solitários se aquecerão envoltos em belos edredons.
Lamentável é o fato que aos homens não foi dado o direito de hibernar como aos ursos.
Criaturas bem aventuradas aquelas. Rolam seus corpos sobre as folhas ainda mornas do outono e depois caminham mansamente para o recôndito de suas cavernas.
Não contam dias cinzentos passando por vidraças embaçadas.
Dormem o doce sono que lhes foi concedido e despertam nas suas alegres primaveras.
É notório que pouco me agrada na estação seguinte.
Talvez o bom e santo vinho que sempre aquece e alimenta os corações famintos.
E assim viverei o meu longo inverno.
Quem sabe como um bom urso errante, olhos despertos e coração hibernante.
EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Estamos com fome de amor...

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!

AMOR É PROSA, SEXO É POESIA

...

O amor tem jardim, cerca, projeto. O sexo invade tudo isso. Sexo é contra a lei. O amor depende de nosso desejo, é uma construção que criamos. Sexo não depende de nosso desejo; nosso desejo é que é tomado por ele. Ninguém se masturba por amor. Ninguém sofre de tesão. O sexo é um desejo de apaziguar o amor. O amor é uma espécie de gratidão posteriori pelos prazeres do sexo.
O amor vem depois, o sexo vem antes. No amor, perdemos a cabeça, deliberadamente. No sexo, a cabeça nos perde. O amor precisa do pensamento.
No sexo, o pensamento atrapalha; só as fantasias ajudam. O amor sonha com uma grande redenção. O sexo só pensa em proibições: não há fantasias permitidas. O amor é um desejo de atingir a plenitude. Sexo é o desejo de se satisfazer com a finitude. O amor vive da impossibilidade sempre deslizante para a frente. O sexo é um desejo de acabar com a impossibilidade. O amor pode atrapalhar o sexo. Já o contrrário não acontece. Existe amor sem sexo, claro, mas nunca gozam juntos. Amor é propriedade. sexo é posse. Amor é a casa; sexo é invasão de domicílio. Amor é o sonho por um romântico latifúndio; já o sexo é o MST. O amor é mais narcisista, mesmo quando fala em “doação”. Sexo é mais democrático, mesmo vivendo no egoísmo. Amor e sexo são como a palavra farmakon em grego: remédio e veneno. Amor pode ser veneno ou remédio. Sexo também – tudo dependendo das posições adotadas.
Amor é um texto. Sexo é um esporte. Amor não exige a presença do “outro”; o sexo, no mínimo, precisa de uma “mãozinha”. Certos amores nem precisam de parceiro; florescem até mas sozinhos, na solidão e na loucura. Sexo, não – é mais realista. Nesse sentido, amor é uma busca de ilusão. Sexo é uma bruta vontade de verdade. Amor muitas vezes e uma masturbação. Seco, não. O amor vem de dentro, o sexo vem de fora, o amor vem de nós e demora. O sexo vem dos outros e vai embora. Amor é bossa nova; sexo é carnaval.
Não somos vítimas do amor, só do sexo. “O sexo é uma selva de epiléticos” ou “O amor, se não for eterno, não era amor” (Nelson Rodrigues). O amor inventou a alma, a eternidade, a linguagem, a moral. O sexo inventou a moral também do lado de fora de sua jaula, onde ele ruge. O amor tem algo de ridículo, de patético, principalmente nas grandes paixões. O sexo é mais quieto, como um caubói – quando acaba a valentia, ele vem e come. Eles dizem: “Faça amor, não faça a guerra”. Sexo quer guerra. O ódio mata o amor, mas o ódio pode acender o sexo. Amor é egoísta; sexo é altruísta. O amor quer superar a morte. No sexo, a morte está ali, nas bocas... O amor fala muito. O sexo grita, geme, ruge, mas não se explica. O sexo sempre existiu – das cavernas do paraíso até as saunas relax for men. Por outro lado, o amor foi inventado pelos poetas provinciais do século XII e, depois, revitalizado pelo cinema americano da direita cristã. Amor é literatura. Sexo é cinema. Amor é prosa; sexo é poesia. Amor é mulher; sexo é homem – o casamento perfeito é do travesti consigo mesmo. O amor domado protege a produção. Sexo selvagem é uma ameaça ao bom funcionamento do mercado. Por isso, a única maneira de controla-lo é programa-lo, como faz a indústria das sacanagens. O mercado programa nossas fantasias.
Não há saunas relax para o amor. No entanto, em todo bordel, FINGE-SE UM “AMORZINHO” PARA INICIAR. O amor está virando um “hors-d’oeuvre” para o sexo. O amor busca uma certa “grandeza”. O sexo sonha com as partes baixas. O PERIGO DO SEXO É QUE VOCÊ PODE SE APAIXONAR. O PERIGO DO AMOR É VIRAR AMIZADE. Com camisinha, há sexo seguro, MAS NÃO HÁ CAMISINHA PARA O AMOR. O amor sonha com a pureza. Sexo precisa do pecado. Amor é o sonho dos solteiros. Sexo, o sonho dos casados. Sexo precisa da novidade, da surpresa. “O grande amor só se sente no ciúme” (Proust). O grande sexo sente-se como uma tomada de poder. Amor é de direita. Sexo, de esquerda (ou não, dependendo do momento político. Atualmente, sexo é de direita. Nos anos 60, era o contrário. Sexo era revolucionário e o amor era careta). E por aí vamos. Sexo e amor tentam mesmo é nos afastar da morte. Ou não; sei lá... e-mails de quem souber para o autor.
Arnaldo Jabor

Quem não dá assistência, abre concorrência

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e, principalmente, "liberal" de sua mulher, namorada e etc.

Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído - ou nos termos usuais: "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça ou, então, assumir seu "chifre" em alto e bom som.

Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"?

A princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem) tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante...

É aquela que às vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços...

É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda...

Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior:

VOCÊ SERÁ (OU É???) "corno", a menos que:

- Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam. Hoje, elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber - da sua boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol...) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo... bem...

- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele ex bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam em - e querem - fazer sexo todos os dias (pasmem, mas é a pura verdade)...bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso. Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher.

Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer hora. Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Quando você reparar... já foi.

- Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de antigamente - "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

- Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas...senão...

Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"... proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso.

Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!

Arnaldo Jabor
SEJA UM IDIOTA

A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Arnaldo Jabor

Crônica da semana passada no Jornal do Brasil

Solano e Luana

Nada como um amor juvenil. Os fiapos de pêlo surgindo no rosto, os hormônios transbordando, a insegurança perene. O amor juvenil é sincero, úmido, urgente. Amor de peixe, com as guelras inundadas e o oceano pela frente. O amor juvenil não precisa de explicação, é autorreferencial, um vício desde o início, como diria o Caetano. Mas o melhor dos vícios, cuja dependência é tudo que queremos.

É verdade que Luana já não era tão juvenil assim: tinha o cabelo pintado, um passado de guerrilha e já espalhava creme da Victoria Secret’s por todo o corpo. E ele... Bem, ele era ainda mais velho, com uma barba cerrada que a machucava, algumas rugas de expressão e boas histórias pra contar. Mas não tinham dúvidas: eram ambos adolescentes, passionais, loucos. Eram ambos irresistíveis um para o outro.

Impossível não lembrar das vezes em que andavam de mãos dadas pelas ruas de um certo balneário. Em uma delas, durante um passeio pela orla, ele a pediu em casamento. O dia estava feio, nublado, avesso a qualquer tipo de romantismo. Mas o garoto primava pela criatividade, alimentada pela paixão hormonal e por um senso de oportunidade inigualável. Luana nem imaginava que estavam comemorando cento e quarenta dias de namoro. Para ela, só havia comemorações em datas redondas: um mês, um ano, quem sabe uma década. Contar os dias era impossível.

O adolescente apaixonado pensava de outra forma. Não enxergava pieguice em nenhuma manifestação amorosa. Para ser completo, o amor precisava ser ridículo, precisava de extravagâncias e, acima de tudo, precisava de testemunhas. No meio da caminhada pelo calçadão, ele a convidou para almoçar. Um convite estranho para o horário: onze e meia da manhã. Mas ela não recusou, nem mesmo quando recebeu a pequena faixa de pano e o pedido para que vendasse os olhos.

- O que é isso, Solano?
- Confia em mim, meu amor.

Andaram por mais alguns metros até uma pequena escada que levava à praia. A areia penetrou nas sandálias, deixando-a ainda mais intrigada. Vamos almoçar à beira-mar? Calma, estamos chegando. Não chovia, mas um vento frio entrava pela lateral da blusa, arrepiando a pele já umedecida pela ansiedade. Os passos lentos no solo fofo tornaram o trajeto um pouco mais demorado que o previsto. Vendada, Luana aproveitava os outros sentidos para se localizar. Ouvia poucas vozes. O cheiro de maresia ficava mais forte a cada passo, embora se misturasse com um aroma incomum, de difícil identificação. Um gosto doce tomava conta do palato, talvez influenciado pelo tal aroma desconhecido.

Quando sentiu a água bater nos tornozelos, Solano pediu que parasse de andar. Apesar do vento, o mar estava calmo, como se fosse um dia de verão. O namorado a pegou pelos ombros, posicionou-a em direção ao horizonte e só depois permitiu que retirasse a venda, o que ela fez com toda a calma do mundo, saboreando o momento. Os olhos demoraram alguns segundos para se acostumar com a luz, tornando a cena ainda mais intensa, já que a imagem apareceu paulatinamente, como um espetáculo que se descortina para o espectador.

Cento e vinte barcos de papel machê navegavam em círculos. Nas pequenas velas que os impulsionavam era possível ver o nome dela escrito com letras góticas, além de um coração estilizado que o envolvia. Os amigos do casal, todos adolescentes, aplaudiam o gesto romântico, do qual haviam sido cúmplices e artífices. Dos dedos de Solano surgiu uma linha de naillon presa a um dos barquinhos, que estava próximo da areia. Ele puxou o fio lentamente, em movimentos sincronizados, para não derrubar a embarcação. Na ponta do mastro, havia uma aliança de ouro cuidadosamente amarrada, cuja gravação no interior trazia o nome de ambos e um sinal místico que só eles compreendiam. Não foi preciso dizer mais nada, apenas ouvir a resposta.

- Eu aceito.

Os amigos ergueram os copos em torno da gigantesca toalha estendida na areia, cujos isopores com cerveja dividiam espaço com doces e salgados comprados numa padaria do bairro. As lágrimas eram coletivas.

Depois do almoço, Solano colocou o isopor na cabeça e partiu com a namorada. O amor juvenil precisava de atitude.

O amor juvenil precisava ser carregado.

Conto de Marcela Ávila

O LUGAR DA LUA

Naquele dia, saiu de casa toda bonita, com o cabelo solto, o vestido comprido rodado, de salto alto. A procura terminara e estava pronta para o encontro. A cor da roupa não podia ser outra se não o prateado. Era por ele que o encontro seria definitivo. E nele se entregaria. Marcaram às vinte e duas, na porta do clube. Nem cedo, nem tarde. A hora perfeita. A maquiagem a deixava linda, os olhos brilhavam cheios de esperança de nunca mais ter que voltar. Deixara tudo preparado antes de sair: o copo na mesa, o café pronto na garrafa, o pão na cesta e as panelas no fogo. A sua ausência nem seria notada, fazia sempre, todos os dias, o mesmo ritual. Sairia despercebida. Como sempre, ele nunca repara nela e não seria agora com tudo do esmo jeito que notaria sua ausência. E quando a notasse já estaria bem longe daquele inferno.
O vestido comprara à tarde, na loja da esquina. O brechó a consumia todos os dias quando vinha do supermercado com o vestido colocado na vitrine. O namorava há semanas. Era um vestido no joelho, todo prateado e com anágua, ficava bem rodado do jeito que sonhara. Economizou o tanto que pode e conseguiu o preço suficiente que desse no tamanho do dinheiro que tinha. A matemática ainda estava dentro dela. Fazia tantos anos que não estudava mais, que havia aprendido o básico, pelo menos não passaria vergonha. Sabia falar, escrever e adorava ler revistas de moda. Apertava ao máximo as compras do supermercado e da feira e comprava a revista de moda semanal. Era o mínimo de prazer que se permitia. Até encontrá-lo na praia. Um homem distinto, bem afeiçoado e tão gentil. Chegou perto dela, enquanto olhava a lua. Ficou sem graça, não sabia onde colocar as mãos, o que dizer, parecia uma empregada e ele o patrão. Contudo, ele percebeu que, por trás daquela figura simples e humilde, havia uma mulher pronta para se apaixonar. Ele falava bonito, cheio de palavras doces e ela sorria feliz por conversar com alguém. Em casa, só servia para fazer as tarefas diárias. A conversa nem existia na cama. Com o moço bonito não era assim, trocaram assuntos diversos. Ele gostou dela. E ela se encantou pela elegância, pela atenção. Os dois adoravam dançar, ele a convidou para o baile no clube. Ela aceitou. Afinal, há anos não dançava. Marcaram um novo encontro na porta do clube. Sabia que estava errada, não podia trair o marido. Mas quem disse que o trairia.
Nem pensou duas vezes, no dia seguinte passou no brechó e comprou o vestido. E, agora, estava ali em frente ao espelho se admirando. Há tempos não se via. O espelho só servia como reflexo da vida sem graça. Até conhecê-lo. Tudo mudara. As cores voltaram e a palidez ficou de lado. Os olhos brilhavam e o sorriso com os lábios vermelhos a mostravam provocativa. Nunca se achara bonita, exceto naquele dia. A vida definitivamente valia a pena. Não mais duvidaria. Só lembrava do sorriso do moço bonito.
A lua estava prateada do jeito do desejo dela. Nascida para brilhar e pronta para o amor. O único destino capaz de encontrá-la seria o mesmo do dele. Ela o conhecera junto às batidas das ondas nas pedras e com a lua nos céus. Em todos existia a mesma lua. A lua mostrou que seriam um, e viveriam sob o lugar da lua prateada, ao som da melodia das ondas.
Já estava atrasada, não era elegante chegar ao encontro depois da hora. Saiu do quarto, sem antes não deixar de pegar a bolsa, correu para a cozinha e viu tudo no lugar como deixara. A toalha posta, o prato da sopa, a garrafa térmica junto à cesta de pão com a manteiga do lado. Tudo do mesmo jeito que fizera todos esses anos. Do jeito que ele gostava e exigia. A mulher existia para servi-lo e ela nunca se recusou. Obedeceu até conhecer o moço das pedras debaixo da lua. Olhou-se novamente no espelho da sala, ajeitou o cabelo, passou um pouco mais de batom, esticou o vestido, sem deixar dobras, pegou a chave e bateu a porta. Para aquele inferno não voltaria, a certeza vinha da mesma forma que descobrira pela primeira vez que era bela.
Ao sair do prédio, sentiu frio, o vento soprava devagar, mudanças no movimento do mar. O cheiro não a enganava. No entanto, nada seria capaz de fazer com que voltasse. O salto alto abria o caminho e a fazia andar com firmeza. Corria, o vento soprava, os cabelos se despenteavam e ela permanecia linda e pronta para encontrá-lo.
Só não contava com o carro na contramão. O vestido prateado subiu aos ares e caiu colado ao corpo no chão. O encontro não existia mais, a beleza se esvaíra em vermelho pelo bueiro. Não podia ser, escolhera o vestido prateado. Não fazia sentido, o encontro fora desfeito, não mais veria o movimento das ondas batendo nas pedras. Ele não existiria mais dentro dos olhos dela. E a lua? Quem sabe poderia pedir para morar dentro dela? Dependia Dele. E, com Ele, nunca contara. Aos poucos, a lua foi sumindo e só permaneceu preso aos olhos dela o preto do vazio.

Conto de Halime Musser

E se...

A sensação era patética e, no mínimo, engraçada, ela teve que admitir. Havia sempre se orgulhado de ter sido uma boa menina e, agora, vejam só, olhava para ele deitado ali ao seu lado e não sentia qualquer vestígio de culpa. Era óbvio que ela tinha sofrido. Talvez ninguém jamais saberia tamanho conflito que ela havia sentido, o medo de magoá-lo, a dúvida que a remoia por dentro: e se der tudo errado?
Era impossível negar que ele não a enxergava mais fazia tempo. Tal fato, ela perguntou a si mesma muitas vezes, dava a ela o direito de não ter sido fiel à promessa de amá-lo somente e a mais ninguém? Ele não havia cumprido o juramento de dois anos antes, em que prometera fazê-la sempre feliz e completa. E o que havia restado, naquela cama, naquela noite? Ele era apenas um desconhecido.
Claro, era claro que existia o medo de perdê-lo. Não se imaginava sem ele, não podia, não tinha certeza de que conseguiria por conta própria. Por outro lado... Ela virou-se de costas para ele, fechou os olhos e os apertou com força. Ela era mulher, era jovem, sempre fora desejada. Por que ele não a desejava mais? Por que a culpava por suas péssimas escolhas? Ela precisava de um toque carinhoso, de um olhar apaixonado e, quando o outro apareceu, disposto a confortá-la, falando tudo aquilo que ela desesperava-se por ouvir... Como ela tentou evitar, meu Deus, como ela quis se manter longe e distante. Mas não é assim que funciona, certo? O destino pregou-lhe peças e, insistentemente, colocou o outro em seu caminho. Irresistível.
Ela abriu os olhos e admirou a escuridão. As sombras das árvores projetadas nas paredes brancas do quarto, tornando aquela realidade ainda mais parecida com um filme de terror. Uma lágrima pesada escorreu, percorrendo lentamente o caminho do olho até o queixo, mas não havia mais a dor insuportável nas entranhas. O fato fora, sim, consumado, mas não havia culpa alguma em tê-lo feito. A única culpa era de não ter sido capaz de arrepender-se, de tê-lo desejado mais, por ter se deliciado tanto nos braços do outro. O jeito como ele a puxou para si mesmo e respirou em seu ouvido. Ah. Aquele beijo quase roubado, o frio adolescente na barriga, o sorriso que não se desmanchava. "Você parece tão feliz", ele disse quando ela voltou do primeiro encontro com o outro. Então, as perguntas voltavam ao ponto inicial.
Por que ele parara de desejá-la? Por que permitiu que ela se apaixonasse por outro? Aquele não havia sido o contrato inicial. E tudo aconteceu bem embaixo do nariz dele! Que tipo de homem pede a um concorrente em potencial que cuide de sua mulher, justificando-se de que precisa de tempo livre para ganhar mais dinheiro? O tipo de homem que pede para ganhar um par de chifres, ela riu amargamente para si mesma diante de tais pensamentos.
Ela era tão nova, mas sentia-se tão desperdiçada, tão infeliz. Como ele nunca havia entendido por que ela soltava suas mãos quando o outro aparecia? Era tão óbvio. Ele perguntava, vez ou outra, por que ela vivia sorrindo pelos cantos. Cada pergunta gerava dentro dela um ressentimento maior, porque ele era totalmente incapaz de se dar conta da realidade. Ela tinha outro e estava perdidamente apaixonada.
Mais uma vez, virou-se de bruços. Estava incomodada, levantou um pouco a persiana branca e admirou o céu negro daquela madrugada. Adorava observar o balanço das árvores, ouvir o farfalhar das folhas desidratadas pelo frio em excesso, e percebeu-se ainda mais pensativa no amante. Amante. O primeiro encontro dos lábios, como ela se sentiu boba e menina! Era como se nunca tivesse beijado alguém antes. Fechou os olhos sem se dar conta e sorriu. A lágrima solitária e fugitiva secara e restou apenas o desejo urgente de vê-lo. Mas teria de ser naquele momento, agora, de qualquer forma, e, nossa, uma corrente elétrica invadiu seu corpo, tão intensa, que ela teve medo de gemer alto. Respirou fundo, virou-se de barriga para cima, fitou o teto. As sombras das folhas formavam figuras disformes.
Como aquilo podia ter acontecido com ela, uma menina tão boa. Quem diria que ela se tornaria alguém tão má? Virou a cabeça, olhou para o corpo adormecido ao seu lado, um homem que não lhe trazia mais nenhuma emoção forte, a não ser constante frustração. Esticou a mão, tocou-lhe levemente as costas com a ponta dos dedos. Um pedaço morno de carne. Não estava no script da história deles que chegariam a este ponto. Ele a traíra primeiro quando começou a privá-la de tudo que prometera no começo? Passou as mãos pelos cabelos, virou-se novamente de lado, suspirou. Sentia-se exausta. Fechou os olhos. A pergunta que não a deixava em paz voltou a martelar: teria sido muito pior ter traído os próprios sentimentos, não? Não suportaria passa resto de seus dias se infernizando com o fatídico e se... Sentia-se louca, devia mesmo estar. Mas, ali, naquela madrugada, não tinha mais forças para concluir nada. Mais uma vez, fechou os olhos e, dessa vez, deixou-se ser vencida pelo cansaço.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Crônica da semana passada no Jornal do Brasil

Os amores de Berenice


Cazuza queria a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida. Renato Russo citava Camões e o fogo ardia aos olhos do público, nítido, visível, contrariando o poeta português. Nada tão diferente, nada tão parecido. Porque assim é se lhe parece, concluiria Pirandello, na frase que já virou clichê.
Minha amiga Berenice também ouviu/leu todos esses caras, influenciada pelo pai, um tal de Racine, e pela mãe, a honorável Angela Dutra de Menezes. Mas, nos últimos dias, anda desiludida com os escritores. Acha que são seres que não aparentam ter amado e, portanto, estariam incapacitados para falar de amor.
Ah, Berenice! Leia Pirandello novamente. De que aparências você está falando? Sua mãe não lhe ensinou que a boneca Emília era real? E seu pai não falou sobre o Titus? É o imaginário que constitui a realidade do escritor, não o seu cotidiano. Esqueça as biografias, os relatos jornalísticos e todas as narrativas com pretensão de verdade. O que você procura está em outro lugar.
E o que é o amor, Berenice? Pergunta difícil, eu sei. Freud tentou responder, Jung também, Lacan idem. E toda uma estirpe de supostos cientistas da alma. Mas quem se importa com eles? Olhe pra você, que tanto critica as aparências. O que lhe parece? Diz aí, Berenice!
O beijo de parede, a pele quente, o perfume no suor, o cabelo puxado até o dorso? É isso o amor, Berenice? Então, o que é? A umidade, os planos, as palavras, o cubo mágico, a cumplicidade? É isso?
Uma caminhada pelo Pére Lachaise, a Carmen de Bizet, o chope do Jobi? Ou a noturna de Chopin? Os diálogos do Woody Allen, o Jim Morrison improvisando em The end, o último parágrafo de Cem anos de Solidão, a tapioca da baiana no Nativo, os jardins do Museu Rodin, o Tom Jobim sussurrando a canção que eu fiz pra te esquecer, a rede social em que trocamos segredos, teus olhos virando a página de um manuscrito? O que mais pode ser, Berenice?
Você não é uma discípula de Parmênides ou de São Tomé. Não que ver para crer. Não quer o real estereotipado. Seus amores invertem o axioma: as aparências desenganam, pois é a fantasia que move o desejo, que passa o creme no corpo, que usa o espartilho.
A mesma fantasia inscrita no livro que ele autografou. Aquele, lembra? A leitura na cama, cortando as frases, fazendo anotações nas bordas. A leitura nas entrelinhas, na margem, no rosto. A leitura em movimento. E uma Berenice trêmula, ofegante, urgente, roendo as unhas da mão esquerda e lembrando de tudo que, naquele momento, lhe parecia amor.
O amor na varanda, de madrugada, com o som alto e os vizinhos ruborizados. O amor no sofá. O amor de conchinha. O amor plural, embora singular no endereço. O amor de quem troca os pronomes e escreve uma crônica pra você. O amor de um escritor, para quem nada é o que parece, e cujas frases saem tortas e embargadas pela tua ausência.
Nosso amigo Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazju, transformava o tédio em melodia. E aí estava uma boa definição. O amor, Berenice, somos nós, na batida, no embalo da rede. Matando a sede na saliva.
E tudo mais que houver nessa vida.

sexta-feira, 19 de março de 2010

“O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem!”.
(João Guimarães Rosa).

“Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”

Vinícius de Moraes

Postagens enviadas por uma pessoa especial... Uma pessoa mais que especial... ESSENCIAL!!!

"Às vezes a felicidade esta onde nós menos esperamos
Às vezes está em nossa frente diante dos nossos olhos
Mas por algum motivo não conseguimos enxergar
Quando conseguimos enxergar, já é tarde...
Perdemos a oportunidade que não teremos mais
Às vezes sentimos culpados por não termos enxergado o que esta diante de nossos olhos
Às vezes não nos perdoamos
Por medo
Por não ter tentado
Por não ter acreditado
Por não ter dado uma chance
E acabamos perdendo o que poderia ser a FELICIDADE..."

A FELICIDADE está num breve momento entre o desejo de querer e a vontade de realizar!! Está num sorriso de bom dia, num beijo de boas-vindas...num abraço de saudade, numa lágrima de alegria...!

OBRIGADA POR TUDO AMOR... AMO VC!!!

Um dia de Domingo -Ana Carolina e Celso Fonseca

Celso Fonseca - Viajando na viagem

Falando de amor Tom Jobim

quarta-feira, 17 de março de 2010

Algumas das Melhores Coisas da Vida

Se apaixonar.
Rir até o rosto doer.
Um banho quente.
Um supermercado sem filas.
Um olhar especial.
Receber cartas.
Escutar sua música preferida no rádio.
Uma boa conversa.
Pegar uma boa praia.
Achar uma nota de R$50 na sua blusa de inverno do ano passado.
Rir de você mesmo!.
Ter alguém para te dizer que você é bonita.
Os amigos.
Ouvir acidentalmente alguem falar BEM de você.
Acordar e perceber que ainda faltam algumas horas para dormir.
Fazer novos amigos, ou ficar junto dos velhos.
Conversar a noite com seu colega de quarto.
Alguém brincar com seus cabelos.
Bons sonhos.
Viagens com os amigos.
Ganhar um jogo difícil.
Encontrar com um velho amigo, e descobrir que tem coisas que nunca mudam.
Descobrir que o amor é eterno e incondicional.
Abraçar a pessoa que você ama.
Ver no nascer do sol.
Levantar e agradecer a Deus por outro lindo amanhecer.
A vida é assim...

Às vezes nada acontece como nós queremos como nós desejamos
Às vezes esperamos algo... Mas nunca vem
Às vezes amamos alguém
Às vezes alguém nos ama
Mas não somos correspondidos e não correspondemos à altura
Às vezes temos a oportunidade de sermos felizes, mas não conseguimos
Às vezes a felicidade esta onde nós menos esperamos
Às vezes está em nossa frente diante dos nossos olhos
Mas por algum motivo não conseguimos enxergar
Quando conseguimos enxergar, já é tarde...
Perdemos a oportunidade que não teremos mais
Às vezes sentimos culpados por não termos enxergado o que esta diante de nossos olhos
Às vezes não nos perdoamos
Por medo
Por não ter tentado
Por não ter acreditado
Por não ter dado uma chance
E acabamos perdendo o que poderia ser a FELICIDADE
Às vezes olhamos para trás e sentimos que poderíamos ter arriscado
E mesmo com o medo
Ter tentado
Ter acreditado
Ter dado uma chance
Às vezes temos que arriscar para não cometer-mos os mesmos erros do passado
Às vezes temos que olhar a nossa volta
Procurar o que nos faz feliz, o que nos deixa feliz
O que nos faz bem, o que nos faz sentir bem
Aproveitar as oportunidades

A vida é assim...

Alanis Morissette - Perfect

Brian McKnight - Back At One



Todas os manhãs eu acordo
Pensando em você...
Todas as tardes me pego
perdida no infinito...
Pensando em Você...
Todas as noites me deito...
adormeço em meu leito
Pensando em Você...
E no meu sonho lindo ,
suave, como no primeiro encontro
eu vejo você,
sem jeito, menino bonito...
sincero,
cristalinas águas de um riacho...
me parecia ser você ...
você ao meu lado
até o fim dos dias da minha vida...
para sempre, eternamente
Minha mente, meu coração estarão
com Você !!!
Meu corpo está ,
Chamando você !!!
Minha alma esta clamado,
Chamando Você !!!
Só quero Você!!!

Quero que...

Quero que me ouça sem me julgar.

Que me aconselhe sem opinar.

Quero que confie em mim sem me exigir.

Que me ajude sem tentar decidir por mim.

Quero que cuide de mim sem me anular.

Que me abrace sem me asfixiar.

Quero que me veja sem se projetar em mim.

Que me anime sem me empurrar.

Quero que eu possa contar contigo, como você pode contar comigo...

Incondicionalmente...

DJAVAN "Um amor puro"



Estou aqui
Pensando nas maravilhas que se pode
Encontrar em um fim de tarde...
O céu está nublado
Mas nada impede de sorrir,
De fazer de um simples dia
Um dia especial.
De imaginar um mundo diferente
Onde os desencontros com a paz não existem.
Esse fim de tarde
Tem um "Q" especial...
O especial é o seu existir,
É a sua doce presença
Que faz com que mesmo com o céu nublado
O calor da primavera invade minha alma...
Sua presença faz com que o meu coração de pulos de alegria.
É tão mágico esse momento,
É tão maravilhoso esse fim de tarde.
Mas logo a noite vem,
As estrelas ficaram escondidas pelas nuvens
E as lembranças permaneceram nos meus olhos,
As boas lembranças
Daquele
Fim De Tarde...


Nossa vida é moldada por nossas ações e criações mentais.
Nossos pensamentos surgem, agitam-se,
Tomam forma e atuam decisivamente nas realizações.

Jamais teremos boa saúde se pensarmos em doenças,
Nem prosperidade se reclamarmos de miséria
E tão pouco alegria se mentalizarmos tristeza.

Por quê uns são felizes e outros não?
Por quê uns vêem o mundo iluminado e outros o enxergam obscurecido?
Simplesmente porque há os que acordam fazendo preces
E os que despertam maldizendo a existência;
Os que formulam idéias construtivas e os que se fixam nas destrutivas;
Os que pensam em salvar vidas e os que as desejam destruir.
E assim, cada um vai criando o seu campo vibratório,
No qual se movimentará,
Respirando as emanações próprias do ambiente formado.

Sinta-se contente por acordar com vida
E olhe mais para a luz do que para as trevas;
Observe atenciosamente as belezas que o rodeiam
E procure sufocar mágoas, rancores e revolta,
Que lhe tornam a existência horrível e insuportável.

Deus nos criou para sermos felizes.
Cada instante deve ser vivido plena e intensamente com amor,
Com fé e com esperança. Sorria sempre.
O sorriso abre as portas da alegria
E essa nos coloca em ondas positivas e,
Como as flores que atraem abelhas,
Atrairemos os bons acontecimentos,
As boas amizades e a paz, com a qual tanto sonhamos.

Pensemos em amor e seremos amados;
Proponhamos-nos a nos desculpar e seremos desculpados;
Disponibilizemos - nos à compreensão e seremos compreendidos.
Não digamos nada que não gostaríamos de ouvir,
Nem façamos aos outros o que não gostaríamos que os outros nos fizessem
E sentiremos um novo mundo de grandezas a orbitar dentro de nós

Ás vezes estamos a um passo da felicidade
E não nos damos conta de quanto perto ela está.
Talvez esteja faltando apenas um pequeno movimento para chegarmos à ela:
Um movimento em forma de perdão à alguém que tenha nos ofendido,
Um gesto de amor ao desamparado,
Uma palavra de esperança ao desesperançado,
Uma visita ao doente esquecido no hospital por seus entes queridos
Ou mesmo até um pão ao faminto perdido pelas ruas.

Vamos tentar? Não vale a pena sermos felizes?